Agência de Marketing Digital e Científico

  • Temas OJS Personalizados e Exclusivos

    PERIÓDICOS ELETRÔNICOS

    Desenvolvemos plugins de tema exclusivos para Open Journal System e entregamos uma interface única e funcional para o seu periódico científico.

  • Especialistas em Open Journal System

    PERIÓDICOS ELETRÔNICOS

    Serviços especializados de suporte tecnológico, operacional e editorial a periódicos científicos.

  • Publique sua produção acadêmica

    SERVIÇOS PARA AUTORES

    Publique sua produção com DOI e ISBN em formato e-book sob o nosso selo editorial Peletron.Science.

  • A melhor maneira de identificar sua produção científica

    DOI

    Somos Patrocinadores CrossRef e viabilizamos a sua afiliação com a entidade e fornecendo serviços DOI e Verificação de Plágio.

  • Não fique com seu OJS inoperante.
    Atualize-o.

    PERIÓDICOS ELETRÔNICOS

    Se revista ainda está em OJS 2.x, saiba que ela corre sérios riscos de segurança.

Suporte tecnológico, operacional e editorial para periódicos científicos.


Open Journal System
Digital Object Identifier
Patrocinador CrossRef

Somos uma editora especializada em Open Journal System, dedicada a oferecer soluções tecnológicas, operacionais e editoriais para periódicos científicos. Nossa motivação é contribuir para o fortalecimento da ciência nacional, dando agilidade ao processo editorial das revistas científicas e aumentando a visibilidade de suas publicações.

Converse com um especialista

Conheça nossa empresa

Desenvolvimento de temas exclusivos
sob medida para o Open Journal System

Veja abaixo alguns temas OJS de sucesso desenvolvidos por nós.

Conheça nosso serviço

  • Revista da Abralin

    Revista da Abralin

    Associação Brasileira de Linguística

    Visitar site

  • Journal of Animal Behaviour and Biometeorology

    Journal of Animal Behaviour and Biometeorology

    Malque Publishing

    Visitar site

  • SUMMA: Medical and Health Sciences

    SUMMA: Medical and Health Sciences

    SUMMA Journals

    Visitar site

  • Revista Trabalho, Educação e Saúde

    Revista Trabalho, Educação e Saúde

    Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Fiocruz

    Visitar site

  • Cadernos de Linguística (Abralin)

    Cadernos de Linguística

    Associação Brasileira de Linguística

    Visitar site

  • SUMMA: Diálogos em Saúde

    SUMMA: Diálogos em Saúde

    SUMMA Journals

    Visitar site

  • Revista Nordestina de História do Brasil

    Revista Nordestina de História do Brasil

    Universidad de Playa Ancha (UPLA - Chile)

    Visitar site

  • Revista Sigmae

    Revista Sigmae

    Universidade Federal de Alfenas

    Visitar site

  • Revista de Direito Contábil Fiscal

    Revista de Direito Contábil Fiscal

    Associação Paulista de Estudos Tributários

    Visitar site

  • Portal de Periódicos Univali

    Portal de Periódicos Univali

    Universidade do Vale do Itajaí

    Visitar site

  • Revista Brasileira de Meio Ambiente

    Revista Brasileira de Meio Ambiente

    Editora Reativar Ambiental

    Visitar site

  • Revista Eninfra

    Revista Eninfra

    Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT)

    Visitar site

  • Revista de Direito Tributário da APET

    Revista de Direito Tributário da APET

    Associação Paulista de Estudos Tributários

    Visitar site

  • Revista Brasileira de Criminalística

    Revista Brasileira de Criminalística

    Associação Brasileira de Criminalística

    Visitar site

  • Revista Fitos

    Revista Fitos

    CIBS / Farmanguinhos / Fiocruz

    Visitar site

  • Revista Leitura

    Revista Leitura

    Universidade Federal de Alagoas

    Visitar site

  • European Journal of Stomatology, Oral & Facial Surgery

    European Journal of Stomatology, Oral & Facial Surgery

    Associação dos Médicos Estomatologistas Portugueses (Portugal)

    Visitar site

  • Revista da Abralin
  • Journal of Animal Behaviour and Biometeorology
  • SUMMA: Medical and Health Sciences
  • Revista Trabalho, Educação e Saúde
  • Cadernos de Linguística (Abralin)
  • SUMMA: Diálogos em Saúde
  • Revista Nordestina de História do Brasil
  • Revista Sigmae
  • Revista de Direito Contábil Fiscal
  • Portal de Periódicos Univali
  • Revista Brasileira de Meio Ambiente
  • Revista Eninfra
  • Revista de Direito Tributário da APET
  • Revista Brasileira de Criminalística
  • Revista Fitos
  • Revista Leitura
  • European Journal of Stomatology, Oral & Facial Surgery

Últimas do Peletron

Blog GeniusDesign | Peletron

  • A base normativa das diretrizes de relato e políticas editoriais: as Recomendações do ICMJE e o papel da COPE

    Qualquer editor de uma revista da área da saúde sabe que deve exigir a aprovação de um comitê de ética e o registro prévio de um ensaio clínico antes de publicá-lo. Mas de onde veio essa exigência? Quem decidiu que seria assim — e por quê?

    A resposta não está em uma lei nem em um único periódico: está em um conjunto de normas construídas coletivamente ao longo de décadas. Conhecer sua origem é o que separa o editor que cumpre uma formalidade daquele que entende o que está protegendo.

    Este texto abre uma série no Blog Periódico Eletrônico dedicada às diretrizes de relato — os conjuntos de recomendações que definem o que precisa constar em um artigo para que ele possa ser lido, avaliado e reproduzido com segurança.

    Antes de percorrermos, uma a uma, diretrizes como a CONSORT, a STROBE ou a PRISMA, convém assentar o chão sobre o qual todas elas se apoiam. Esse chão não é uma diretriz específica: é um conjunto de normas mais amplas, que dizem o que se espera de um manuscrito, de quem o assina e de como a revista deve se comportar diante de dúvidas e de conflitos. Duas instituições sustentam esse alicerce — o International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE) e o Committee on Publication Ethics (COPE).

    O ICMJE e as regras do manuscrito

    O ICMJE surgiu de um encontro de editores de revistas médicas em Vancouver, no Canadá, em 1978 — razão pela qual ficou conhecido, no início, como “Grupo de Vancouver”. No ano seguinte, em 1979, o grupo publicou a primeira versão dos “Requisitos Uniformes para Manuscritos Submetidos a Periódicos Biomédicos”, documento que, após sucessivas revisões, recebeu em 2013 seu nome atual: “Recomendações para a Condução, o Relato, a Edição e a Publicação de Trabalhos Acadêmicos em Periódicos Médicos”1. O documento é revisado periodicamente e na atualização de janeiro de 20242 incorporou orientações sobre o uso de inteligência artificial na escrita e na avaliação, recomendações sobre o reconhecimento de financiamento e um item sobre por que a autoria importa, entre outros pontos.

    Embora tenha origem e nome ligados à medicina, o alcance das Recomendações do ICMJE ultrapassou de longe a biomedicina. O que o documento estabelece, em essência, é o que um manuscrito precisa conter e de que forma.

    Entre suas exigências mais influentes estão o registro prévio de ensaios clínicos como condição para publicação (política adotada desde 2005), a declaração de conflitos de interesse, a exigência de declarações de compartilhamento de dados para ensaios clínicos (desde 2018) e o incentivo explícito ao uso das diretrizes de relato apropriadas a cada tipo de estudo — justamente o tema desta série.

    A COPE e as regras de conduta

    Se o ICMJE responde por “o que publicar e quem assina”, a COPE responde por “como se comportar e o que fazer quando algo dá errado”. Fundada em 1997 por um grupo de editores britânicos preocupados com casos de má conduta3, a COPE tornou-se a principal referência internacional em ética na publicação — e, ao contrário do ICMJE, sempre teve caráter multidisciplinar, reunindo periódicos de todas as áreas do conhecimento. Em 2017, a COPE substituiu seu antigo Código de Conduta por um conjunto de dez Práticas Essenciais (Core Practices)4, pensadas para orientar editores, revistas, editoras e instituições:

    1. Alegações de má conduta — processos claros para investigar denúncias, antes ou depois da publicação.

    2. Autoria e contribuição — transparência sobre quem participou e em qual função.

    3. Reclamações e apelações — mecanismos para contestar decisões da revista.

    4. Conflitos de interesse — procedimentos para gerir conflitos de autores, revisores e editores.

    5. Dados e reprodutibilidade — políticas de disponibilidade de dados e de registro de estudos.

    6. Supervisão ética — consentimento, pesquisa com humanos e animais, populações vulneráveis.

    7. Propriedade intelectual — direitos autorais, licenças e definições de plágio.

    8. Gestão do periódico — infraestrutura e independência editorial.

    9. Processos de avaliação por pares — descrição transparente dos procedimentos de revisão.

    10.   Discussões pós-publicação e correções — retificações, adendos e retrações quando necessários.

    Além das Práticas Essenciais, a COPE ficou conhecida por seus fluxogramas — roteiros passo a passo que ajudam o editor a decidir como agir diante de situações concretas, do plágio suspeito à disputa de autoria. São ferramentas de uso diário, que traduzem princípios em conduta. Já tratamos no blog das orientações da COPE e dos Princípios de Transparência e Boas Práticas em Publicações Acadêmicas5, elaborados em conjunto por COPE, DOAJ, OASPA e WAME.

    A influência do ICMJE e da COPE além dos periódicos médicos

    A melhor medida do alcance dessas instituições não está em suas origens, mas na distância que suas normas alcançaram. Dois exemplos ilustram bem essa influência.

    O primeiro é a própria definição de autoria: os quatro critérios do ICMJE — contribuição substancial ao trabalho; redação ou revisão crítica de seu conteúdo intelectual; aprovação da versão final; e responsabilidade por todos os aspectos da obra — tornaram-se o elemento mais adotado e mais portável de todo o documento, hoje aplicado por periódicos de áreas que nada têm de biomédicas. Quem participou do estudo sem cumprir os quatro critérios deve ser reconhecido nos agradecimentos, não listado como autor — e o próprio ICMJE é taxativo ao afirmar que ferramentas de IA, como chatbots, não podem ser autoras, por não responderem pela integridade do que assinam. Essa distinção entre autoria e contribuição dialoga diretamente com a taxonomia CRediT, que oferece uma forma padronizada de registrar o papel de cada participante.

    O segundo exemplo está nas portas de entrada da ciência: os critérios de seleção e indexação das grandes bases e diretórios. Aqui a relação nem sempre aparece citada nominalmente, mas é dedutível pela convergência de exigências. O SciELO, por exemplo, condiciona a admissão de periódicos das áreas da saúde ao registro prévio de ensaios clínicos em plataformas reconhecidas — a mesma exigência consagrada pelo ICMJE. O DOAJ, principal diretório de periódicos de acesso aberto, é um dos coautores dos Princípios de Transparência5, ao lado da COPE, o que enlaça diretamente a indexação à base normativa aqui descrita. Já bases como a Scopus e a Web of Science avaliam, em seus processos de seleção, a existência de políticas de ética e de integridade editorial — um vocabulário que, ainda que sem citação explícita, remonta ao ICMJE e à COPE.

    Adotar essas normas não é apenas boa prática; é, na prática, um pré-requisito para a visibilidade e a indexação.

    Relatar, conduzir e reagir: papéis que se complementam

    Sobre o alicerce comum proporcionado por ICMJE e COPE, assentam-se as diretrizes de relato específicas, que dizem, para cada tipo de estudo, o que informar. Uma revista pode adotar a CONSORT ou a PRISMA, mas de nada adianta um relato impecável se não houver clareza sobre quem responde pelo trabalho ou sobre como a revista lidará com uma denúncia.

    Relatar bem, conduzir com ética e reagir com método não são exigências concorrentes: são peças do mesmo sistema, sustentado por padrões internacionais compartilhados e verificáveis, e não pela boa vontade de cada revista.

    Da base normativa à política editorial

    A forma mais concreta de incorporar essa base é traduzi-la na política editorial da revista — o documento público que define suas regras. Seja ao elaborar uma política do zero, seja ao revisar e robustecer uma já existente, alguns elementos merecem constar:

    1. Ancore a política de autoria nas Recomendações do ICMJE. Defina os critérios de autoria e a distinção entre autor e colaborador, exigindo a declaração de contribuições segundo a taxonomia CRediT.

    2. Torne explícitas as exigências de registro e de transparência. Inclua nas normas para autores o registro prévio de ensaios, a declaração de conflitos de interesse e a de disponibilidade de dados.

    3. Adote as Práticas Essenciais e os fluxogramas da COPE como espinha dorsal da política de ética. Estabeleça caminhos pré-definidos para denúncias, correções e retrações, em vez de improvisar caso a caso.

    4. Publique declarações de transparência alinhadas aos Princípios de Transparência. Explicite as regras de avaliação por pares, de propriedade intelectual e de governança editorial.

    5. Vincule cada tipo de estudo à sua diretriz de relato. É o elo que conecta esta base normativa às próximas etapas da série.

    Uma política construída sobre esses pilares deixa de ser mero cumprimento de um requisito obrigatório e passa a funcionar como verdadeiro um instrumento operacional — algo em que o autor sabe o que precisa cumprir, o revisor sabe o que precisa verificar, os indexadores sabem onde verificar esses fluxos e o leitor pode confiar que na pesquisa publicada.

    Assentar essa base normativa não é uma formalidade: é o que dará sentido às diretrizes específicas que veremos a seguir.

    Do ponto de vista prático, editores de qualquer área podem começar hoje: ancorar a política da revista no ICMJE e na COPE é um investimento de baixo custo e alto retorno em credibilidade e prepara o terreno para que as diretrizes de relato encontrem, na sua revista, um solo já firme.

    No próximo texto da série, apresentaremos a EQUATOR Network — o guarda-chuva que cataloga as diretrizes de relato e ajudará o editor a escolher a certa para cada tipo de estudo.

    Referências

    1. International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE). History of the Recommendations. Disponível em: https://www.icmje.org/recommendations/browse/about-the-recommendations/history-of-the-recommendations.html

    2. International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE). Recommendations for the Conduct, Reporting, Editing, and Publication of Scholarly Work in Medical Journals. Atualização de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.icmje.org/recommendations/

    3. Committee on Publication Ethics (COPE). Our story. Disponível em: https://publicationethics.org/about/what-we-do/our-story

    4. Committee on Publication Ethics (COPE). Core Practices. 2017. Disponível em: https://publicationethics.org/core-practices

    5. COPE, DOAJ, OASPA, WAME. Principles of Transparency and Best Practice in Scholarly Publishing. 4ª ed. 2022. Disponível em: https://publicationethics.org/resources/guidelines/principles-transparency-and-best-practice-scholarly-publishing

    Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial, planejado e revisado pelo autor.
    Confira nossa Política de Uso de IA.

    Continuar lendo

  • Inteligência artificial desafia o modelo tradicional de artigos científicos

    O avanço da inteligência artificial está impulsionando uma discussão cada vez mais ampla sobre o futuro da comunicação científica. Em artigo publicado no blog SciELO em Perspectiva, Ernesto Spinak -  Colaborador do SciELO e mestre em “Sociedad de la Información” pela Universidad Oberta de Catalunya, Barcelona, Espanha - argumenta que o modelo tradicional de artigo científico, baseado em documentos estáticos em PDF, chegou ao seu limite diante das novas demandas por transparência, rastreabilidade e validação contínua do conhecimento.

    Segundo o autor, a combinação entre IA generativa e um sistema acadêmico fortemente orientado por métricas de produtividade ampliou problemas já conhecidos, como fraudes, manipulação de citações e produção em massa de artigos de baixa qualidade. O texto destaca, por exemplo, a existência de "citações fantasmas", inseridas apenas nos metadados dos artigos para inflar indicadores bibliométricos, comprometendo a confiabilidade dos sistemas de avaliação científica.

    Como alternativa, Spinak propõe uma transição para um modelo de "ciência em processo", no qual dados, códigos, notebooks computacionais e todas as etapas da pesquisa sejam publicados de forma aberta, auditável e legível por máquinas. Nesse cenário, o artigo deixa de ser o produto final da pesquisa e passa a representar apenas uma camada interpretativa sobre um conjunto muito mais amplo de evidências científicas.

    O autor também aponta que plataformas baseadas em IA capazes de avaliar afirmações individuais presentes nos manuscritos poderão transformar o processo de revisão por pares, tornando a validação científica mais transparente e contínua. Para ele, o desafio será equilibrar a eficiência proporcionada pela automação com o julgamento crítico humano, preservando a credibilidade da ciência em um ambiente cada vez mais influenciado pela inteligência artificial.


    Fonte: SciELO em Perspectiva
    Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial e revisado pelo autor.
    Confira nossa Política de Uso de IA.


    Deseja divulgar a sua revista científica ou notícia gratuitamente no Periódico Eletrônico? Envie um email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

    Continuar lendo

  • IA pode ajudar a identificar pesquisas de qualidade antes da revisão por pares

    O crescimento acelerado do número de artigos científicos publicados a cada ano tem ampliado um dos principais desafios da comunicação científica: identificar rapidamente pesquisas de alta qualidade em meio a um volume cada vez maior de manuscritos. Uma nova ferramenta baseada em inteligência artificial pretende contribuir justamente para esse cenário, oferecendo uma avaliação preliminar da qualidade de preprints antes mesmo da revisão por pares.

    Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv desenvolveram o QED (Quality Evaluation and Discovery), um sistema de IA capaz de analisar o conteúdo de manuscritos científicos e estimar sua qualidade com base em características do próprio texto. A proposta foi apresentada em um estudo divulgado pela revista Nature e repercutido pelo portal The Scientist.

    Diferentemente dos indicadores tradicionalmente utilizados para estimar o impacto de uma pesquisa, como fator de impacto do periódico, número de citações ou reputação institucional dos autores, o QED considera exclusivamente as informações presentes no manuscrito. O objetivo é reduzir a influência de fatores externos que, muitas vezes, acabam interferindo na percepção da qualidade de um estudo.

    Para desenvolver o modelo, os pesquisadores treinaram a IA com milhares de artigos da área biomédica e, posteriormente, aplicaram o sistema à análise de mais de 57 mil preprints publicados no bioRxiv. Cada manuscrito recebeu uma pontuação denominada QED Score, que busca refletir aspectos como originalidade, consistência científica e potencial contribuição para o avanço do conhecimento.

    A equipe também realizou uma etapa de validação para verificar se as avaliações produzidas pela IA correspondiam à percepção de especialistas. Em situações em que havia divergência entre a classificação atribuída pelo QED e o nível do periódico em que o artigo foi posteriormente publicado, revisores independentes analisaram os manuscritos sem conhecer os resultados da ferramenta.

    Em aproximadamente 75% dessas comparações, os especialistas concordaram com a avaliação produzida pelo sistema. Em diversos casos, a IA identificou trabalhos considerados de alta qualidade que acabaram sendo publicados em periódicos de menor prestígio. Da mesma forma, alguns artigos publicados em revistas de elevado fator de impacto receberam avaliações menos favoráveis, indicando que a reputação do periódico nem sempre reflete integralmente a qualidade científica de um manuscrito.

    Os resultados reforçam um debate crescente sobre a utilização de métricas alternativas para avaliação da produção científica. Há anos, pesquisadores e organizações internacionais defendem que indicadores como o fator de impacto não sejam utilizados como principal parâmetro para medir a qualidade de pesquisas individuais. Nesse contexto, ferramentas baseadas em inteligência artificial podem representar uma nova abordagem para apoiar a descoberta e a avaliação de trabalhos científicos.

    Os próprios autores, entretanto, fazem questão de destacar que o QED não foi desenvolvido para substituir a revisão por pares. A análise crítica realizada por especialistas continua sendo considerada essencial para avaliar metodologia, interpretação dos resultados, limitações do estudo e relevância para a comunidade científica. A proposta é que a inteligência artificial funcione como uma camada adicional de apoio, auxiliando editores na triagem inicial de manuscritos e ajudando pesquisadores a identificar estudos relevantes em um universo crescente de publicações.

    A iniciativa também acompanha uma tendência mais ampla de incorporação da inteligência artificial aos fluxos editoriais. Nos últimos anos, diferentes ferramentas passaram a oferecer suporte para detecção de plágio, identificação de imagens manipuladas, revisão linguística, verificação de referências e até auxílio à seleção de revisores. O QED amplia esse movimento ao explorar um dos aspectos mais complexos da comunicação científica: a avaliação da qualidade do próprio conteúdo científico.

    Embora os resultados sejam promissores, especialistas ressaltam que sistemas desse tipo ainda precisam passar por validações adicionais em diferentes áreas do conhecimento e demonstrar transparência quanto aos critérios utilizados para gerar suas avaliações. Afinal, qualquer ferramenta que influencie decisões editoriais deve ser utilizada de forma responsável, ética e sempre como apoio ao julgamento humano.

    Se futuras pesquisas confirmarem sua eficácia, ferramentas como o QED poderão contribuir para tornar a descoberta de pesquisas relevantes menos dependente da reputação de periódicos e mais centrada na qualidade do conhecimento produzido, um objetivo que há décadas vem sendo perseguido pela comunidade de comunicação científica.


    Fonte: THE SCIENTIST
    Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial e revisado pelo autor.
    Confira nossa Política de Uso de IA.


    Deseja divulgar a sua revista científica ou notícia gratuitamente no Periódico Eletrônico? Envie um email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

    Continuar lendo

  • Errata, corrigendum, addendum e retração: como classificar e processar correções na literatura científica (Guia prático)

    Correções e retratações fazem parte do ciclo normal da ciência. O que não deveria ser rotineiro — mas o é, em muitos periódicos — é a ausência de políticas claras para lidar com elas quando surgem. Sem uma tipologia definida, a resposta ao erro tende a ser improvisada: ora excessiva, ora insuficiente, quase sempre inconsistente. Este texto propõe um guia prático: como classificar os erros, identificar o instrumento editorial adequado e conduzir o processo de correção com rigor e transparência.

    Classificar antes de agir: os quatro tipos de erro

    Na prática editorial, nem todo erro tem a mesma natureza e a resposta adequada depende diretamente de como o problema é identificado e classificado. A literatura editorial consolidou uma tipologia de quatro categorias1:

    Erros menores: têm natureza tipográfica e não comprometem o conteúdo científico. Podem ser corrigidos silenciosamente na versão online, sem aviso formal para leitores.

    Erros substantivos: comprometem informações críticas, como o nome de um autor, a dose de um medicamento, um valor central dos resultados. Exigem a publicação de um aviso de correção formalmente vinculado ao artigo original — com DOI próprio e indexação.

    Erros pervasivos: afetam múltiplas seções e podem tornar o trabalho metodologicamente comprometido. A resposta adequada é uma carta explicativa acompanhada de aviso de correção ou, nos casos mais graves, a retratação seguida da substituição por uma versão corrigida — modalidade que preserva o crédito científico dos autores quando o erro é reconhecidamente não intencional.

    Má conduta científica: fabricação de dados, falsificação de resultados ou plágio resultam em aviso de retratação. Quando a investigação ainda está em curso, o instrumento adequado é uma Expressão de Preocupação (Expression of Concern), que sinaliza publicamente a situação sem antecipar conclusões1.

    Os erros chegam às redações por caminhos variados: leitores, os próprios investigadores em análises posteriores, pesquisadores tentando replicar o estudo, a equipe editorial ou a imprensa. Independentemente da origem, o processo de investigação segue uma lógica invariável: comunicação formal com os autores, análise dos documentos originais e a pergunta central sobre como o erro ocorreu e o que pode ser feito para evitar recorrência. Esse rigor processual é o que diferencia uma correção legítima de um gesto meramente defensivo.

    Os quatro tipos de emendas: qual usar em cada situação

    Além de classificar o erro, o editor precisa escolher o instrumento editorial correto. A tipologia dos erros indica a gravidade; a taxonomia das emendas define quem é responsável e qual é o procedimento cabível. Uma taxonomia consolidada distingue quatro tipos2:

    Erratas (Erratum): corrigem erros introduzidos pela própria revista durante a edição ou a produção — não pelos autores. Unidades científicas incorretas inseridas na diagramação, endereços de e-mail com erros tipográficos na composição ou omissões de prova introduzidas pela equipe são exemplos característicos. A responsabilidade é da publicação e o aviso deve deixar isso claro.

    Correções/Retificações (Corrigendum): são submetidas pelos próprios autores quando a acurácia científica ou a reprodutibilidade do trabalho está comprometida. Também são aceitas para corrigir a lista de autoria em casos de omissão ou inclusão indevida. A distinção em relação à errata é fundamental: enquanto a errata aponta um erro da revista, a corrigenda reconhece um erro dos autores. Confundi-las não é apenas um equívoco terminológico — é uma questão de atribuição correta de responsabilidades e de transparência perante a comunidade científica.

    Adendos (Addendum): acrescentam informações relevantes omitidas inadvertidamente do artigo original, sem contradizer seu conteúdo. Antes de serem publicadas, devem passar por nova avaliação por pares — o que garante que o acréscimo mantenha o mesmo padrão de rigor da publicação original. São um recurso menos frequente, mas especialmente útil em trabalhos técnicos em que a omissão de um dado complementar compromete a aplicabilidade dos resultados.

    Retratações: são aplicadas quando a conclusão principal do artigo é comprometida de forma grave — por descobertas posteriores, por impossibilidade de replicação experimental ou por infrações éticas. O processo exige concordância de todos os coautores; quando algum deles recusa, a boa prática editorial prevê que a retratação seja publicada identificando os dissidentes — procedimento alinhado às diretrizes do Committee on Publication Ethics (COPE) que preserva a integridade do registro sem depender do consenso2. A retratação com substituição — modalidade que permite publicar uma versão corrigida no lugar do artigo retratado — é reservada para erros pervasivos não intencionais e distingue claramente o erro honesto da fraude deliberada1.

    Como conduzir o processo na prática

    Recebida a notificação de um erro — seja de qual origem for —, o editor deve abrir formalmente o caso e notificar todos os autores do artigo, solicitando resposta dentro de prazo razoável. A comunicação deve ser documentada. Durante a investigação, o artigo permanece publicado; caso a situação seja grave e a incerteza prolongada, o instrumento adequado é a Expression of Concern, que sinaliza ao leitor que o trabalho está sob avaliação sem antecipar um veredicto.

    A investigação deve buscar responder três perguntas objetivas:

    • o erro afeta as conclusões do artigo?
    • O erro foi intencional ou inadvertido?
    • Há necessidade de notificação a outras partes (instituições dos autores, agências de fomento, bases de dados)?

     

    As respostas orientam diretamente a escolha do instrumento editorial — errata, correção, adendo, retração simples ou retração com substituição.

    Ao final do processo, a correção ou retratação deve receber DOI próprio, ser formalmente vinculada ao artigo original em ambas as direções (o artigo aponta para a correção; a correção aponta para o artigo) e ser depositada no Crossref com o atributo Crossmark atualizado. Esse encadeamento garante que leitores que acessam o artigo original sejam informados da situação — independentemente de onde o encontraram.

    Orientações do COPE: o que os casos reais ensinam

    O COPECommittee on Publication Ethics — publica orientações e casos comentados que traduzem os princípios gerais em decisões concretas. Quatro situações recorrentes ilustram nuances que a tipologia formal nem sempre captura:

    Erratum ou Corrigendum? Investigue antes de nomear

    A distinção entre os dois instrumentos — já detalhada em parágrafos anteriores — é, na prática, precedida por uma etapa que define tudo: a verificação da origem do erro. O COPE orienta que o editor investigue se o problema existia no manuscrito original ou foi introduzido durante a produção antes de atribuir responsabilidade e nomear o instrumento7. Periódicos que optam por um termo genérico (“correção”) e acrescentam uma nota explicando a origem do erro agem dentro das boas práticas, desde que o contexto seja transparente. Os autores devem ser notificados antes da publicação de qualquer aviso e, sempre que possível, devem concordar com a redação — sem que haja exigência de pedido de desculpas.

    Erros analíticos sem má conduta: a extensão importa mais do que a intenção

    Erros estatísticos ou metodológicos identificados pós-publicação, mesmo sem evidência de má conduta, podem exigir retratação quando as alterações necessárias comprometem substancialmente os resultados. O critério decisivo, segundo o COPE, não é apenas a intenção dos autores — é a extensão das mudanças8. Se o artigo corrigido seria essencialmente diferente do original, a retratação — com ou sem substituição — pode ser mais adequada do que uma corrigenda. O princípio norteador é garantir que o leitor compreenda o que ocorreu e possa avaliar o conteúdo resultante com clareza.

    Conteúdo gerado por IA: uma categoria emergente

    O uso não declarado de ferramentas de geração de texto por inteligência artificial configura uma nova categoria de preocupação com a integridade. O COPE orienta que detectores automáticos de IA não sirvam como critério definitivo — essas ferramentas não são infalíveis e os resultados devem ser interpretados por especialistas9. O primeiro passo é contatar o autor em tom neutro, citando as diretrizes do periódico sobre autoria e uso de IA. Para artigos já publicados, a retratação só se justifica quando o editor não pode mais confiar na integridade do trabalho como um todo.

    Artigos antigos: sem prazo de validade para a integridade

    A antiguidade de um artigo não é critério suficiente para dispensar uma investigação. O COPE é explícito: cada caso deve ser avaliado individualmente, mesmo quando o artigo foi publicado há anos ou décadas10. O que pode mudar com o tempo é a disponibilidade de dados originais e a capacidade de investigação — mas não a obrigação de agir quando há evidência concreta de problema.

    Crossmark: a ferramenta para registro de correções e retratações

    O Crossmark é um serviço do Crossref que permite verificar, em tempo real, o status atual de um artigo publicado com DOI. Para que funcione, o periódico precisa aderir ao serviço e implementar ativamente o botão Crossmark em suas páginas e PDFs, vinculando-o ao DOI de cada artigo. Uma vez configurado, o leitor que clicar no botão vê imediatamente se o trabalho foi corrigido, retratado ou se há alguma expressão de preocupação associada — independentemente de onde o encontrou, seja em uma base de dados, em um repositório ou no próprio site do periódico. Para revistas que utilizam DOIs registrados no Crossref, manter o Crossmark atualizado após correções e retratações é o mecanismo mais eficaz de garantir que a informação chegue ao leitor no ponto de acesso, sem depender de reindexação por sistemas intermediários.

    Um dos obstáculos práticos para editores que pretendem registrar suas correções é a geração do arquivo XML no formato exigido pelo Crossref para atualização de metadados via Crossmark. Para simplificar esse processo, desenvolvemos, durante participação no Crossref Metadata Sprint São Paulo 2026, a Scholarly Retraction and Correction Tool — ferramenta gratuita disponível em scholarlyretractiontool.org3.

    A ferramenta funciona sem necessidade de cadastro: o editor informa o DOI do artigo, e o sistema recupera automaticamente os metadados existentes no Crossref. A partir daí, é possível preencher os dados da correção ou retratação e gerar o arquivo XML correspondente — que pode ser copiado, baixado ou depositado diretamente no Crossref com as credenciais do periódico. A plataforma não armazena dados de usuários, credenciais ou arquivos gerados, e integra informações da Retraction Watch Database para consulta e visualização do cenário de retratações por país e área temática3.

    O cenário em perspectiva: por que isso importa agora

    Para situar a relevância do tema, vale observar o contexto em que esses procedimentos operam. As retratações na literatura científica cresceram de forma consistente nos últimos vinte anos, em ritmo superior ao das publicações. Dados da Retraction Watch Database (2018–2023) mostram que o fenômeno é geograficamente concentrado — com China (45,07%), Paquistão (6,34%) e Índia (5,63%) liderando — e setorialmente específico, com oncologia, cardiologia e oftalmologia entre as especialidades mais afetadas4. O tempo mediano entre publicação e retratação é de 9,5 meses para casos de plágio, e estima-se que cerca de três anos se passem até que a retratação seja devidamente indexada no PubMed — janela em que o artigo questionável continua sendo citado.

    Esse cenário é agravado pelo crescimento das paper mills — empresas que ofertam manuscritos por encomenda, inclusão de nomes em artigos já aceitos e intermediação acadêmica em escala industrial. O maior estudo já realizado sobre esse mercado identificou mais de 18 mil anúncios publicados entre 2020 e 2026 por sete empresas que atuam em múltiplos países5 — o que significa que periódicos sem procedimentos claros para lidar com suspeitas de má conduta se tornam alvos mais vulneráveis.

    Em resposta a esse quadro, agências de fomento começam a incorporar o histórico de retratações como critério de avaliação. A Índia passou a exigir que pesquisadores informem retratações ocorridas nos últimos cinco anos ao solicitar financiamento junto à Anusandhan National Research Foundation (ANRF)6. A China adota medidas semelhantes há mais tempo. A integridade científica migrou do campo exclusivamente editorial para o campo da governança da pesquisa.

    Corrigir é um ato de confiança na ciência

    Ter uma política de correções e retratações publicada, com tipologia clara e procedimentos definidos, não é um requisito burocrático: é um sinal de maturidade editorial. Indexadores como SciELO, Latindex e Redalyc incluem critérios de transparência editorial em seus sistemas de avaliação, e periódicos que já possuem esses procedimentos formalizados estão melhor posicionados diante de autores, leitores e agências de fomento. Corrigir com rigor é, em essência, um ato de confiança na ciência — a demonstração de que o periódico leva a sério a integridade do que publica1.

    ———

    Referências

    1. Christiansen S, Flanagin A. Correcting the Medical Literature: 'To Err Is Human, to Correct Divine'. JAMA. 2017;318(9):804–805. doi:10.1001/jama.2017.11833
    2. Open Access Macedonian Journal of Medical Sciences. Retraction Policy. Disponível em: https://oamjms.eu/index.php/mjms/retraction_oamjms
    3. Telles E. Scholarly Retraction and Correction Tool. GeniusDesign / Crossref Metadata Sprint São Paulo 2026. Disponível em: https://scholarlyretractiontool.org
    4. Telles E. Editorial de revista americana revela avanço das retratações na literatura médica mundial. Periódico Eletrônico, 26 jan. 2026. Disponível em: https://periodicoeletronico.com.br/editorial-de-revista-americana-revela-avanco-das-retratacoes-na-literatura-medica-mundial
    5. Coradel J. Estudo revela mercado global de fraude acadêmica operado por empresas de venda de artigos científicos. Periódico Eletrônico, 22 jun. 2026. Disponível em: https://periodicoeletronico.com.br/estudo-revela-mercado-global-de-fraude-academica-operado-por-empresas-de-venda-de-artigos-cientificos
    6. Coradel J. Retratações deixam de ser apenas um problema editorial e chegam ao financiamento. Periódico Eletrônico, 10 jun. 2026. Disponível em: https://periodicoeletronico.com.br/retratacoes-deixam-de-ser-apenas-um-problema-editorial-e-chegam-ao-financiamento
    7. Committee on Publication Ethics (COPE). Corrigendum or erratum? Case 19-21. 2019. Disponível em: https://publicationethics.org/guidance/case/corrigendum-or-erratum
    8. Committee on Publication Ethics (COPE). Handling statistical errors in a published article but with no evidence of intentional misconduct. Disponível em: https://publicationethics.org/guidance?f%5B0%5D=topics%3A17
    9. Committee on Publication Ethics (COPE). Suspected AI-generated manuscripts. Case 26-11. Disponível em: https://publicationethics.org/guidance/case/suspected-ai-generated-manuscripts
    10. Committee on Publication Ethics (COPE). Handling retractions and expressions of concern for old articles. COPE Position Statement. Disponível em: https://publicationethics.org/guidance?f%5B0%5D=topics%3A17

    Continuar lendo

  • Avaliação por pares aberta ganha força e converge com propostas de transformação da comunicação científica

    A adoção de modelos mais transparentes para a avaliação por pares continua avançando na comunicação científica. Em artigo publicado pelo Open Research Europe, a plataforma destaca como o modelo de Open Peer Review fortalece a qualidade, a confiabilidade e a transparência das publicações científicas ao tornar públicos os pareceres, as identidades dos revisores, quando aplicável, e o histórico das revisões. O objetivo é transformar a revisão por pares em um processo mais aberto, colaborativo e passível de escrutínio pela comunidade científica.

    Nesse modelo, os manuscritos são publicados inicialmente e passam pela avaliação formal após a publicação. Os pareceres ficam disponíveis juntamente com o artigo, permitindo que leitores acompanhem a evolução do trabalho e compreendam como as contribuições dos revisores influenciaram a versão final da pesquisa. A proposta também desloca o foco da avaliação da "novidade" dos resultados para a qualidade metodológica e a validade científica do estudo.

    A discussão dialoga diretamente com um movimento mais amplo de transformação da comunicação científica. Recentemente, o Periódico Eletrônico noticiou o fórum promovido pela COAR sobre o modelo Publish–Review–Curate (PRC), que propõe separar as etapas de publicação, revisão por pares e curadoria dos resultados científicos. Nesse ecossistema, os trabalhos são disponibilizados inicialmente em repositórios abertos, enquanto diferentes organizações podem conduzir processos de avaliação e certificação de forma independente.

    Embora apresentem abordagens distintas, as duas iniciativas compartilham princípios fundamentais da Ciência Aberta. Tanto o Open Peer Review quanto o modelo Publish–Review–Curate defendem maior transparência, participação da comunidade acadêmica e redução da dependência do fluxo editorial tradicional, no qual a publicação e a avaliação estão fortemente vinculadas aos periódicos científicos.

    Na prática, o Open Research Europe demonstra que a revisão aberta já é uma realidade operacional em uma plataforma de publicação científica, enquanto o debate promovido pela COAR amplia essa visão ao propor uma reorganização estrutural de todo o ecossistema de comunicação científica. Em conjunto, essas iniciativas indicam uma tendência de evolução dos modelos de publicação, com processos mais distribuídos, transparentes e centrados na qualidade da pesquisa, em vez da exclusividade dos canais tradicionais de divulgação científica.


    Fonte: Open Research Europe
    Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial e revisado pelo autor.
    Confira nossa Política de Uso de IA.


    Deseja divulgar a sua revista científica ou notícia gratuitamente no Periódico Eletrônico? Envie um email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

    Continuar lendo

  • Pesquisador denuncia suposta tentativa de suborno durante avaliação de artigo

    Um caso envolvendo uma suposta tentativa de suborno durante o processo de revisão por pares está sendo investigado pela editora Wiley. A denúncia foi feita pelo pesquisador independente Tushar Sen, de Nova Délhi, após receber e-mails de um indivíduo que alegava atuar como parecerista do periódico Security and Privacy. Nas mensagens, o autor era orientado a pagar por uma "revisão" do manuscrito, com a promessa de recomendação para aceitação. Dias depois, o mesmo remetente informou que havia recomendado a rejeição do artigo.

    Segundo a Wiley, a equipe de integridade em pesquisa abriu uma investigação e confirmou que o endereço de e-mail utilizado não corresponde ao de nenhum parecerista oficialmente convidado para avaliar o manuscrito. Ainda assim, a editora informou que recebeu cópias das mensagens apresentadas pelo pesquisador e que a confidencialidade do processo de revisão, bem como a proibição de qualquer contato direto entre revisores e autores ou solicitação de pagamento, são princípios fundamentais de sua política editorial.

    Como medida preventiva, a decisão editorial sobre o manuscrito foi reavaliada sem considerar o parecer associado ao caso investigado. Se a denúncia for confirmada, a editora poderá impedir futuras convocações do responsável para atuar como revisor. A investigação reforça os desafios enfrentados pelas editoras para proteger a confidencialidade e a integridade da revisão por pares, um processo fundamental para a avaliação de pesquisas científicas.


    Fonte: Retraction Watch
    Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial e revisado pelo autor.
    Confira nossa Política de Uso de IA.


    Deseja divulgar a sua revista científica ou notícia gratuitamente no Periódico Eletrônico? Envie um email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

    Continuar lendo

  • Estudo aponta aumento de autocitações em grandes editoras de acesso aberto e reacende debate sobre métricas científicas

    Grandes editoras comerciais que adotam o modelo de acesso aberto financiado por taxas de processamento de artigos (APC) podem estar recorrendo de forma mais intensa às autocitações para preservar a reputação de seus periódicos durante períodos de crescimento acelerado. Essa é a principal conclusão de um estudo publicado na revista Quantitative Science Studies, do MIT Press, que analisou o comportamento de citações de 8.360 periódicos pertencentes às 20 maiores editoras com fins lucrativos ao longo de 25 anos, entre 1997 e 2021.

    Os pesquisadores identificaram que periódicos classificados como Gold Open Access apresentam taxas significativamente mais elevadas de autocitação, especialmente para artigos publicados nos dois e cinco anos anteriores, exatamente as janelas temporais utilizadas no cálculo do Journal Impact Factor (JIF). Segundo os autores, esse comportamento foi particularmente evidente em periódicos de duas grandes editoras especializadas em acesso aberto, cujas taxas de autocitação cresceram à medida que seus periódicos expandiam rapidamente o número de artigos publicados.

    O trabalho parte da hipótese de que existe um equilíbrio entre seletividade editorial e reputação: publicar mais artigos aumenta a receita baseada em APCs, mas pode reduzir a qualidade média das publicações e comprometer o prestígio do periódico. Nesse contexto, o aumento das autocitações pode contribuir para manter indicadores bibliométricos elevados e compensar eventuais perdas de impacto decorrentes da expansão acelerada. O estudo ressalta, contudo, que os resultados não constituem prova de manipulação deliberada, mas evidenciam padrões estatísticos consistentes que merecem atenção da comunidade científica e das organizações responsáveis pela avaliação de periódicos.

    Entre as implicações apontadas pelos autores está a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de monitoramento das métricas de impacto e ampliar o debate sobre modelos de avaliação científica que reduzam incentivos a práticas capazes de distorcer indicadores bibliométricos. A pesquisa também reforça a importância de analisar o desempenho dos periódicos para além do fator de impacto, considerando aspectos como qualidade da revisão por pares, transparência editorial e integridade da comunicação científica.

    Confira o artigo completo aqui: Modelos de negócios de publicações acadêmicas: autocitações e a relação entre seletividade e reputação


    Fonte: QSS via MIT Press Direct
    Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial e revisado pelo autor.
    Confira nossa Política de Uso de IA.


    Deseja divulgar a sua revista científica ou notícia gratuitamente no Periódico Eletrônico? Envie um email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

    Continuar lendo

  • Mais artigos, menos revisores: o desafio que ameaça a sustentabilidade editorial

    O crescimento contínuo da produção científica tem ampliado a pressão sobre todo o sistema de publicação acadêmica. Em artigo publicado no The Scholarly Kitchen, Haseeb Irfanullah argumenta que a combinação entre o aumento das submissões e a escassez de revisores e editores disponíveis tem transformado o processo editorial em um ambiente cada vez mais desafiador.

    Segundo o autor, enquanto pesquisadores são incentivados a publicar cada vez mais, o número de especialistas dispostos a realizar revisões por pares não cresce na mesma proporção. Como consequência, editores enfrentam dificuldades para encontrar revisores qualificados, os prazos de avaliação se tornam mais longos e a sobrecarga de trabalho aumenta para todos os envolvidos.

    Esse cenário afeta diretamente a experiência de autores, revisores e equipes editoriais. Autores convivem com a ansiedade pela decisão editorial e com sucessivas rodadas de revisão. Revisores precisam conciliar avaliações voluntárias com suas atividades de pesquisa, ensino e gestão. Já os editores acumulam a responsabilidade de manter a qualidade da revisão por pares enquanto administram atrasos, recusas de convites e expectativas dos autores.

    O artigo defende que esses desafios não devem ser vistos apenas como questões operacionais. A sobrecarga do sistema também produz impactos humanos, influenciando a motivação, a colaboração e a qualidade das interações entre os participantes da comunicação científica. Para o autor, reconhecer essa realidade é um passo importante para desenvolver práticas editoriais mais sustentáveis, com processos transparentes, expectativas realistas e maior valorização do trabalho de revisão por pares.


    Fonte: The Scholarly Kitchen
    Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial e revisado pelo autor.
    Confira nossa Política de Uso de IA.


    Deseja divulgar a sua revista científica ou notícia gratuitamente no Periódico Eletrônico? Envie um email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

    Continuar lendo

  • Estudo revela paradoxo da IA na ciência: mais produtividade, menos diversidade

    A inteligência artificial tem transformado a produção científica ao aumentar a produtividade e a visibilidade dos pesquisadores, mas seus efeitos sobre o avanço do conhecimento coletivo despertam preocupações. Essa é a principal conclusão de um amplo estudo publicado na revista Nature e analisado pela Revista Pesquisa FAPESP.

    A pesquisa examinou 41,3 milhões de artigos científicos publicados entre 1980 e 2025 em áreas como biologia, medicina, química, física, geologia e ciência dos materiais. Os resultados mostram que pesquisadores que utilizam ferramentas de IA publicam, em média, três vezes mais artigos e recebem quase cinco vezes mais citações do que aqueles que não recorrem à tecnologia. Além disso, tendem a assumir posições de liderança mais cedo em suas carreiras.

    Apesar desses benefícios individuais, o estudo identificou um efeito colateral importante: a diversidade temática da produção científica diminuiu cerca de 5%, enquanto o engajamento entre diferentes grupos de pesquisa caiu 22%. Segundo os autores, a IA favorece pesquisas em áreas com grande volume de dados disponíveis, incentivando cientistas a concentrar esforços em temas já consolidados, em vez de explorar questões novas ou menos estruturadas.

    Outro ponto levantado é o impacto na formação de jovens pesquisadores. Equipes que utilizam IA costumam contar com menos cientistas em início de carreira, o que levanta dúvidas sobre como futuras gerações desenvolverão habilidades fundamentais, como análise crítica, revisão de literatura e elaboração de hipóteses.

    Especialistas ouvidos pela reportagem defendem que a inteligência artificial deve ser utilizada como ferramenta de apoio, e não como substituta da curiosidade científica. Para eles, cabe às instituições de pesquisa e às agências de fomento criar mecanismos que valorizem a originalidade e incentivem investigações capazes de ampliar as fronteiras do conhecimento, evitando que a busca por produtividade reduza a diversidade e a inovação na ciência.


    Fonte: Revista Pesquisa FAPESP
    Texto produzido com auxílio de Inteligência Artificial e revisado pelo autor.
    Confira nossa Política de Uso de IA.


    Deseja divulgar a sua revista científica ou notícia gratuitamente no Periódico Eletrônico? Envie um email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

    Continuar lendo

    GeniusDesign Marketing Digital e Científico

    GeniusDesign Marketing Digital e Científico

    +55 . 21 . 96418-9728

    CNPJ: 27.339.106/0001-70